segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

XIX

Era frio. As folhas boiavam na água gelada. O branco caia e formava montes que lembravam montanhas, onde os audazes rezam e penduram bandeirinhas coloridas que bailam ao vento que vem de uma outra alma.
Dotado de uma leveza que só vista, o  açúcar derretia na água fria, tal como uma melodia se desfaz na pele de uma bailarina que ontem enfeitamos de carmim.

António Magalhães

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