Vejo cinco. Cinco panascas, com garrafa na mão, irresoluta, escura. Palavras insensatas presas de coração em coração. Fumam os seus cigarros meios longos e os gatos amacia os pêlos nas peles com as mãos de dedos infinitos que agarram os copos que eles bebem. Vinhos e vinhos, bebados proferindo palavras tortas e comendo palavras verdes achando que a meia noite é hora média.
Adeus. Garrafas já estão pelo meio. Cinzas sujas e porto castrado de línguas soltas por orquídeas roxas. O vermelho liberta-se sisudo.
Vem, junta-te a mim, afasta os pêlos felinos que ofuscam os meus olhos e deixa o preto inundar o meu rosto de lágrimas que já secaram.
Afrânio Peixoto
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