Como tudo parecem velas. Juntas um mar de chamas. Um suspiro e apagam-se. Um olhar e acendem-se.
O Infinito mostra-se por vezes tão perto e quando vejo o clarão e tento agarrá-lo, parece pó que se me cai por entre os dedos. Quando toca no chão, forma castelos onde me abrigo. Cercado de muralhas, guerreiros, setas e archotes. Se te aproximas, soerguem-se em minha defesa e chovem machados. Cem setas lançadas esventram-te.
Ali ficas ensanguentada.
Afrânio Peixoto
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